sábado, 27 de agosto de 2016

Flix, o galo urbano, parte um

(Texto, em memória, da jornalista e escritora gonçalense, Carol Magalhães)
((Carol Magalhães, gonçalense, jornalista e escritora, fotografada no evento de lançamento do seu livro "Em Algum Lugar da Criação")
 
Flix era um galo que vivia na cidade, mas que diferente dos outros galos, ele não cantava às cinco da manhã, nem às quatro da manhã, seu relógio biológico era diferente dos outros e o seu sono, muito perturbado. Flix morava na casa de dona Zezinha, no morro do Feijão. E era só lá para as três, ou até mesmo duas da manhã que ele cantava alegremente, para acordar o povo da cidade, sentindo-se com o dever cumprido.

 - Tadinho do Flix! noutro dia, quase leva um tiro de 38 do seu Joaquim, um bêbado conhecido das redondezas, que ia dormir quase sempre na hora que Flix cantava. A vizinhança feijoense já estava por de mais irritada com o galo de dona Zezinha, que só não foi morto pelos moradores, por respeito a ela, que praticamente fundou a comunidade.

Mas de uma coisa eles não sabiam. O Flix coitado! quase não descansava nas noites de Baile funk, porque durava até as seis da manhã, hora em que as pessoas deviam estar acordando, mas elas iam dormir. O pobre galo sentia-se muito confuso, como um bom cumpridor das suas missões, dormia de dia, descansava de noite, para cantar de madrugada. Mas ele não sabia mais o que era noite, nem madrugada, as pessoas não se aquietavam no anoitecer!. Flix cansou de tentar entender aquela gente.

Porém houve um tempo, em que Flix não mais cantava, dizem as más línguas que ele foi atingido pelo 38 do seu Joaquim no tiroteio do último baile funk, outros ainda dizem que fugiu com os seus para o interior. Falácias. Até outro dia ouviu-se o canto do Flix por volta de uma e meia da manhã, de uma  quarta feira de cinzas. Uns dizem que o galo Flix virou a galega Marivalda e foi viver sua vida com Tonhão, um ganso brabo que vivia a perturbar seu sono. Outros dizem que isso é só intriga de galos de oposição, que dele tinham inveja desde crianças.

Mas com o tempo, ele passou a entender aquela gente que sempre falava mal dele e o perseguia, se tornou um desses bichos urbanos, brabos. Foi temido pra valer e às vezes não muito bem quisto por outros galinheiros. Certo dia cismou ser racional, depois de ver a Fuga das Galinhas junto com o neto de dona Zezinha. E o menino ainda dava força conversando diariamente com ele. O poder lhe subiu a cabeça e Flix se julgou inteligente de mais para aquele morro. Enjoado da comunidade feijoense, cismou que ia desaparecer - Vida de Galo, aqui, não é mole! cacarejava ele. Até a vida pessoal estava de mal a pior, com a inveja que os outros galos tinham dele e para piorar, as galinhas eram muito caretas e não admiravam o macho que havia nele. Certa noite, deixou uma pena no quarto de dona Zezinha, em tom de despedida, bateu em retirada e nunca mais se ouviu falar em Galo Flix.

(Arte, Carolina Souza)

(Fundadora do Jornal FOLHA NATIVA, a ativista cultural mergulhou para seu repouso solo às 15h32 minutos, no dia 18 de fevereiro de 2016, no Hospital das Clínicas de Niterói. O falecimento não desnuda a história de luta. Há pelo menos 5 anos ela combatia um tumor cerebral: Uma radioterapia, três tratamento quimioterápicos, um cateter, cinco pulsões e uma operação. Bravamente, dia após dia, a menina só vivia, não se permitindo falar em morte. Amante das religiões e temente a Santíssima Trindade, ela orava. Dos terços católicos aos corinhos evangélicos, visitava os centros, de umbandistas a Kardecistas. Dona de uma fé imensurável que sempre ia para além de um grão de mostarda.)

Flix, o galo urbano, parte dois

(Texto, em memória, da jornalista e escritora gonçalense, Carol Magalhães)


(Carol Magalhães, gonçalense, jornalista e escritora, fotografada no evento de lançamento do seu livro "Em Algum Lugar da Criação".)

Flix, o galo urbano e arruaceiro do morro do Feijão, conhecido pelos adultos por suas peripécias e pelas crianças, por suas aventuras, finalmente foi localizado. Ele estava assaltando o galinheiro da dona Emengarda, no morro da Coruja, e foi reconhecido pelo dono do bar do Vitinho, o Vitão, por seus altos e longos cantos no comecinho da madrugada.

Dizem as más línguas que já está cheio de pintinhos por aí, aplicando as técnicas de ladroagem e de linguagem, as mesmas que fazia quando era morador do Feijão. Dizem que ele chamou para um duelo o galo traficante do local, o Zé do Boi, vencendo a batalha por uma espiga,  e deixando as galinhas sassaricando de paixão.Um dia narro pra vocês essa luta.

Finalmente, Flix sentia-se em casa; reconhecido e bem amado pelos cidadãos da coruja, percebeu que ali era o seu lugar. O ocorrido foi notícia em todos os galinheiros e morros da região. Do Feijão à Coruja, do morro da Bandeira à comunidade da Alegria, Flix era temido e destemido até pelo Distrito Federal Aviário.

Procurado por muitos, para uma boa canja, Flix construiu sua fama no Show Business, sendo respeitado pelos machos e apaixonando as fêmeas de todas as espécies. Até a Jajá, gansa que vivia no morro da Bandeira, que vivia jururu, pelo falecimento do seu marido Juju , ficou encantada e pagando paixão. Flix , com seu legado de pintinhos, já entrou para a história.

Pensando no futuro da sua fama, apostou todas as suas fichas no pintinho Flexo, o pintinho amarelinho da neta da dona Emengarda, por ser o único amarelinho dos irmãos branquinhos, desconfiava que seu pai tinha pulado a cerca, coisa normal no mundo das galinhas. Pelo sim e pelo não, aguardemos as próximas aventuras do Flix, na Coruja. Dizem até que a comunidade do Feijão sente a falta dele, para a alegria de Flix, que prometeu nunca mais por as patas por aquelas bandas, mas manda sempre notícias e cartinhas para a dona Zezinha.


(Fundadora do Jornal FOLHA NATIVA, a ativista cultural mergulhou para seu repouso solo às 15h32 minutos, no dia 18 de fevereiro de 2016, no Hospital das Clínicas de Niterói. O falecimento não desnuda a história de luta. Há pelo menos 5 anos ela combatia um tumor cerebral: Uma radioterapia, três tratamento quimioterápicos, um cateter, cinco pulsões e uma operação. Bravamente, dia após dia, a menina só vivia, não se permitindo falar em morte. Amante das religiões e temente a Santíssima Trindade, ela orava. Dos terços católicos aos corinhos evangélicos, visitava os centros, de umbandistas a Kardecistas. Dona de uma fé imensurável que sempre ia para além de um grão de mostarda.)

(Arte, Carolina Souza)









 


 
 

Amanda Matias Machado, atleta gonçalense


(Texto de Agliberto Mendes)

(Amanda competindo em Caiobá-PR, em 2015)


Amanda é uma palavra de origem latina, que significa “amável”, “digna de amor” ou, ainda, “aquela que deve ser amada”. Mas, para os pais André e Elisângela, a Amanda da qual falamos é muito mais do que isso. Elogiada por eles, pelo seu alto grau de determinação, aos onze anos de idade, a bela atleta, que nos encanta com seus olhos e cabelos castanhos, já construiu a sua história no atletismo brasileiro.

A jovem Amanda compete, atualmente, na modalidade Triathlon, composta por provas seguidas e ininterruptas de Natação, Ciclismo e Corrida. Esses são os seus principais resultados em competições:


2º em sua categoria (11, 12 anos) e 3º no geral, Travessia da Independência, Iguaba Grande, 2016
3º lugar no Brasileiro de Aquathlon 2016 – cat 10/11
2º lugar na travessia de 1km de Iguaba Grande 2015 – cat 10/11,
2º lugar Estadual Inf. e Inf Juvenil de Aquathlon 2016, entre outros
Técnicos: Monike Azevedo e Mauricio Mello.

(Competição de Natação, no Fluminense, Rio de Janeiro)



Amanda Matias Machado é uma gonçalis "da gema”, que nasceu no Hospital Santa Martha, em Santa Rosa / Niterói, e, hoje, enriquece a cidade de Iguaba Grande, com sua beleza, carisma e determinação.

A seguir, palavras de Amanda:

“Comecei a nadar porque gostava muito de piscina, mar, e minha mãe me colocou para eu aprender, para não me afogar, isso foi aos dois anos”.

“Quando me mudei para a Região dos Lagos, em dezembro de 2014, vinha da natação e de um dos melhores clubes, que era o do Fluminense, e aqui em Iguaba não tinha algum clube expressivo para eu continuar com a natação. Foi então que conheci a Monike Azevedo e ela me convidou para fazer parte da equipe de Triathlon da Escola Almirante Carneiro Ribeiro que localiza-se na Base Aeronaval em São Pedro da Aldeia, e o triathlon engloba também a natação, pois precisa saber ou aprender a nadar, correr e andar de bicicleta”.

” Comecei a competir quando só praticava a natação, gostei e continuei .É cansativo mas vou porque sou uma guerreira”.

“Meu objetivo no triathlon é ser campeã: Municipal, Estadual, Brasileira, Olímpica e Mundial”.

Bem, segundo seus pais, André e Elisângela, se Amanda diz, Amanda faz.

(Competição de Natação, no Estádio Caio Martins, Amanda ao lado de Gláucio, seu Professor de Natação, no Clube Mauá, em São Gonçalo)

Tempo no esporte: 9 anos Federação: Federação de Triatlhon do Rio de Janeiro Equipe: Projeto Monike Azevedo Esporte e Valores Olímpicos Patrocínio: / Tomtom/ Skechers / Boibom / Rio Piscinas / CCM



Agliberto Mendes é editor do Blog do Vovozinho,  da Página do Facebook Registro Geral,  Cronista do Nosso Jornal, e também atua como debatedor nos programas "Bom dia SG", da TV Ponto de Vista e "Sua Cidade Seus Valores", da Rádio Fluminense, 540 AM. Facebook: Agliberto Mendes

quinta-feira, 28 de julho de 2016

SÃO GONÇALO, CELEIRO DE ATLETAS

SÃO GONÇALO, CELEIRO DE ATLETAS


 (SIM SENHOR!!!!)


(Tia Márcia, da Natação)

Tendo como ponto de partida a crença e a defesa que o Esporte é um grande instrumento de inclusão, resgate e cidadania, a profissional Márcia Neves (Tia Márcia da Natação como é conhecida pelos seus 30 anos de dedicação às atividades esportivas), defende, dentre outras ações estruturantes, a criação de um Polo Esportivo no Município de São Gonçalo objetivando gerar amplas condições e estimular o desenvolvimento do esporte, bem como fixar os grandes talentos em nossa Cidade.

Nessa batalha, Tia Marcia relembra inúmeras histórias de grandes talentos que ela mesma ensinou as primeiras braçadas e/ou treinou, federou e que hoje, ou desistiram, ou estão representando outras cidades.  

Vejamos:
((Tia Márcia com Kalel Damas e Édson Silva Gonçalves, Edinho)








(Kalel Damas, com Tia Márcia)
* KALEL DAMAS, uma grande promessa da natação brasileira e exemplo de atleta Gonçalense que, por falta de recursos / incentivos, mudou-se de São Gonçalo e hoje defende a bandeira do esporte pela Cidade do Rio de Janeiro no Fluminense Futebol Clube. Atual campeão do Estado do Rio de Janeiro, é uma grande promessa para os Jogos Olímpicos em 2020, Tóquio / Japão

Um breve histórico sobre KALEL:

. Participou, em 2016, da seletiva olímpica (Maria Lenk) em todas as categorias, conseguindo final nacional nos 400m livre e 200m medley

. Em Sofia. Bulgária, no Multinations Junior Swimming Meet, em 2016, conquistou o 6º lugar na prova de 400m livre o que ajudou a seleção brasileira a garantir 425 pontos e ótimos resultados

. Campeão do Cariocão em 2015 e considerado o melhor atleta do Rio em todas as categorias

. No Campeonato Estadual, por 05 anos consecutivos (2011 a 2015), foi campeão, sendo recordista de 2013 a 2015 nos 200m medley / 200m e 400m livre / 100m peito / 100m costas

. Disputando o Open de natação – 2015, em Florianópolis, ganhou a medalha de prata nos 400m livre e bronze nos 200m medley e ainda conquistou o 4º lugar nos 200m livre, quando ficou classificado como o 8º melhor nadador do país

. Em 2014, em seu primeiro Multinations Junior Swimming Meet, realizado em Chipre, ganhou 02 medalhas de Bronze: uma na prova de revezamento 4 x 200m nado livre e outra na de 4 x 100m  

. Nas Olimpíadas Escolares de 2014, na prova dos 200m medley, conquistou a 1ª medalha de prata da delegação

Em Mococa/ SP, no Campeonato Internacional Troféu Chico Piscinas, por três anos consecutivos, recebeu 3 medalhas:

- 2012: Prata no revezamento 4X100m medley e Bronze nos 100m peito

- 2013 e 2014: Prata nos 200m medley

. Em 2013, obteve convocações para a seleção brasileira

. No Campeonato Brasileiro, em 2014, ganhou medalha de bronze nos 100m costas e bronze nos 100m peito

* JOÃO VITOR GOMES CORREIA – Em 2008, Campeão da Região Sudeste nos 50m peito (aos 09 anos de idade) e campeão do estado do Rio de Janeiro nos 50m e 100m peito (2012e 2013), este valioso Gonçalense representa hoje,  aos 17 anos, a Marinha do Brasil

(Tia Márcia com Matheus Carvalho)

* Outro grande Gonçalense, MATHEUS CARVALHO, que em 2014, aos 14 anos de idade, foi campeão do Estado do Rio de Janeiro em três modalidades: 200m, 100m e 50m no nado de peito, hoje, por falta de recursos / incentivos para dedicar-se ao esporte, pratica a natação na Escola onde estuda em São Gonçalo.

((Tia Márcia com Édson Silva Gonçalves, Edinho)
* Não desistindo de seus sonhos e dos atletas Gonçalenses, Tia Marcia hoje treina o promissor nadador de 16 anos de idade, ÉDSON SILVA GONÇALVES, morador do Colubandê/SG e vice-campeão estadual, de 2015, nos 50m nado de peito.



CONQUISTAR É POSSÍVEL ... E deve ser PARA TODOS

(Abrace um Atleta, o projeto de Tia Márcia)
“Tendo em vista o tema aqui considerado, precisamos de uma gestão ética e de qualidade, e de políticas públicas efetivas voltadas para o esporte que viabilizem e potencializem os excelentes Atletas Gonçalenses e que valorizem a prática esportiva como  grande ferramenta de inclusão social  em sua mais ampla definição, afirma Marcia Neves”

 
 
ESPORTE COM PRÁTICA SOCIAL

Nascida, sempre moradora e formada em São Gonçalo (nas áreas de humanas - Educação Física e Fisioterapia), Tia Marcia desempenha suas atividades como professora e técnica  de natação. Como Fisioterapeuta, atua na recuperação de doenças neurológicas e ortopédicas obtendo o reconhecimento de até 03 gerações (avos, pais e filhos moradores em inúmeros bairros de SG), através do resgate, da melhoria na qualidade de vida física e emocional, maior sociabilidade, maior disciplina e respeito ao próximo.

Com forte dedicação à área social e com base no conceito do esporte educacional, de desenvolvimento, participação/lazer e de rendimento, realizo, dentre outras ações, a Ação Comunitária Abrace um Atleta que surge com foco na relevância e importância de levar às crianças e jovens, em situação de vulnerabilidade social, atividades esportivas e sociais que mudam suas vidas.

É desenvolvido um trabalho de cunho social, através da prática de natação e orientação familiar com crianças e jovens de 08 a 17 anos, matriculados na rede pública de ensino (municipal e estadual) transformando horários ociosos em momentos de experiências positivas potencializando, desta forma, novos conhecimentos e a identificação de ferramentas que os ajudam a enfrentar e vencer as dificuldades da vida.

O objetivo é resgatar vidas através do despertar da consciência do valor que o esporte exerce na formação do ser humano e no seu meio, descobrir e desenvolver o talento esportivo, identificar e promover novos potenciais do esporte no município de São Gonçalo.



 


Agliberto Mendes é editor do Blog do Vovozinho,  da Página do Facebook Registro Geral,  Cronista do Nosso Jornal, e também atua como debatedor nos programas "Bom dia SG", da TV Ponto de Vista e "Sua Cidade Seus Valores", da Rádio Fluminense, 540 AM. Facebook: Agliberto Mendes
 

 

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Bar nosso de cada dia


BAR NOSSO DE CADA DIA

(Texto de Zeca Pinheiro)

 
Adega, bar, barraca, barzinho, birosca, boate, bodega, boteco, botequim, cachaçaria, cantina, chopperia, casa noturna, casas de show, clubes, galeto, lanchonete, mercearia, pub, pizzaria, quiosque, restaurante, taberna, taverna, trattoria, trailer e, o famoso “pé sujo” o mais frequentado devido a sua simplicidade, frequência maior da comunidade do seu entorno, como também o preçinho camarada e o melhor de tudo a incrível diversidade de petiscos. Confesso que é meu local preferido para beber minhas cervejas. Não importa a denominação cada tem sua especialidade o importante é sentir-se bem seja onde estiver.

As denominações mais comuns e democráticas aqui no Brasil “Botequim” e “Bar”, estes termos vêm de origens diferentes, senão vejamos:

A origem remota da palavra botequim está no termo grego apothéké (depósito); de difusão do saber, como as bibliotecas; um lugar onde se preparam medicamentos para o corpo e a alma, como as Boticas em Portugal e Bodega na Espanha. Também muito utilizado o termo Botecoé uma derivação regressiva de “botequim”.

O termo Bar vem da palavra francesa "barre", que significa barra em português. Isto por que em meados do século 18, na França, as tabernas possuíam uma barra que tomava todo o comprimento do Balcão, ela servia para evitar que os clientes se se encostassem ao mesmo. Nessa época, costumavam chegar jovens americanos á França, para estudar, e muitos deles eram assíduos frequentadores de tabernas. A história conta que, após regressarem ao seu país, dois desses estudantes fundaram um estabelecimento de venda de venda de bebidas que tinha uma inovação para os americanos, que era justamente a ao longo do balcão, assim como na França, onde os estudantes haviam observado as tabernas, e que era uma coisa com a qual os americanos não estavam acostumados.

Assim, breve o estabelecimento se diferenciou dos demais, e pouco a pouco, a palavra barre foi divulgada e espalhada, até chegar ao termo "BAR".


Cartola, Ismael Dias e Mano Décio da Viola, num boteco qualquer!
 
 

A maioria das crônicas do meu livro Confissões de Bêbados se passa em um boteco, ou iniciou-se em algum, no lançamento deste livro eu fiz uma homenagem a 48 deles que bebi por um bom período da minha vida, claro que esqueci alguns. Mais certamente os melhores botecos que frequentei foram aqueles cujos donos me fiavam, entre eles Ajalmo, Gomes, Barão, também os bares onde transbordei de felicidade conquistando corações solitários e também me apaixonando perdidamente como no Chicken House na Rua Miguel Couto e no Bar Todo Dia, no terminal Menezes Cortes, ambos no centro do Rio.


Além do livro tenho projetos culturais concebidos e serão executados dentro de botequins, como o “PORRE DE CULTURA” e a OLIMPÍADA DE BOTEQUIM por exemplo.

Aliás, a cultura anda entrelaçada com bares, onde a inspiração aflora após umas e outras. Talentos acontecem da noite para o dia, várias músicas do repertório nacional foram compostas nos botecos, assim como poesias, peças teatrais, pinturas, filmes, entre outras criações artísticas, que engrandecem nossa cultura popular, o maior compositor de botequim é sem dúvida o grande menestrel da Vila, Noel Rosa.


As ações seguem noite adentro entre saraus e rodas culturais, com música ao vivo, poesia, esquetes teatrais e circenses. Aqui na cidade temos exemplos como Uma Noite na Taverna, Sarau da Sal e o Diário de Poesia.


Pixinguinha e sua trupe no Bar e Wiskeria Gouveia – Centro do Rio – Seu Ponto habitual

 
Bar é um local no meu entender que deveria ter uma placa “Utilidade Pública”, tal sua necessidade para algumas pessoas, quem nunca precisou encher a cara, esquecer algum problema, num local antagônico, você quer ficar sozinho ou você quer conhecer alguém, desde fazer novas amizades ou mesmo paquerar, às vezes basta apenas conversar, não há necessidade em gastar grana com analista, fica bem mais na conta desabafar com seu garçom predileto ou mesmo o dono daquele seu Pé Sujo preferido, bebendo umas e outras.

 

É um excelente lugar para você se reagrupar emocionalmente, sem julgamentos, é o local mais democrático que existe. Todos se aceitam, se gostam sem cobranças e preconceitos, claro que vez em quando aparece algum "mala sem alça", aquele sujeito chato, que pede um copo da sua cerveja, uma dose de cachaça e até um cigarro, mais até esse frequentador faz parte, da cultura de botequim.
Os botequins, além de espaços eminentemente gregários, de convívio democrático e partilhado entre camadas sociais distintas, são ícones inalienáveis da cultura popular das cidades, patrimônio imaterial dos municípios, representantes do imaginário afetivo e da memória intangível das locais que ocupam. Boteco é o lugar onde várias emoções contraditórias convivem.


Bar no falies Bergere – Renoir

 

Um grupo de artistas impressionistas se reunia nos cafés e bares de Paris para discutir ideias e técnicas. Entre uns goles e outros, surgiram obras primas em todas as manifestações artísticas.

 



 



 
Bar e Restaurante Villarino


Um dos locais preferidos de Vinícius e que gerou um dos encontros mais importantes de sua trajetória. Foi no Villarino que o poeta conheceu Tom Jobim e firmou sua primeira parceria, a trilha sonora de "Orfeu da Conceição". Foi composta ali, entre uns drinques e outros acompanhados de deliciosos petiscos.

 
Seja onde você estiver, num bar, boteco ou botequim até o final da noite você vai sorrir adoidado, talvez nem saiba do que esteja rindo, podem ser piadas imaginárias ou reais, ouvirá algumas mentiras, vai discutir sobre futebol ou política, trocará certamente olhares furtivos, irá seduzir e ser seduzido, dependendo do lugar vai dançar, se der sorte trocará beijos ardentes, pode até se apaixonar, o mais importante será a boêmia.
Melhor ainda se você estiver naquele boteco preferido, que você tem até cartão ponto, e quando chega é recebido como um verdadeiro rei, com uma estupidamente gelada e quem gosta uma dose de cachaça pra abrir o expediente, é pura alegria, abraços e afagos dos amigos, carinho que às vezes você não encontra em outro lugar, todos se conhecem, se gostam, sentem falta, é uma verdadeira família, um pouco torta na verdade mais é uma família, todos o tratam com reverência e respeito, embora às vezes te zoem quando seu time perde às vezes se discute por bobeira, mais logo esta tudo bem, como numa genuína família brasileira, sabe, os que esses amigos são para sempre, estarão sempre em nosso coração. Deus Ilumine sempre esses amigos, homens e mulheres de boa vontade e salve, salve o Bar nosso de Cada Dia...
 
 
 
 
- Este artigo foi escrito em homenagem aos meus amigos de copo e dos donos de bares de cada dia, que partiram para outro plano espiritual, deixando saudades imensas, que a luz divina os acompanhe sempre!
Fontes:
Bares pé sujo
Papo de Bar
 


Autor: Zeca Pinheiro é escritor, poeta, cachaceiro e filósofo de botequim, autor do livro “Confissões de Bêbados”, administra o grupo São Gonçalo Memória Viva: https://www.facebook.com/groups/Saogoncalodasantigas/ e a página Redescobrindo São Gonçalo: https://www.facebook.com/Redescobrindo-S%C3%A3o-Gon%C3%A7alo-136682933104250/
 
 
 
 

 

 

 

sexta-feira, 20 de maio de 2016

O prejuizo causado pelo governo Mulim

Texto de Mário Lima Jr.

Quem passa por São Gonçalo pela primeira vez, de carro ou de ônibus, percebe pela desordem urbana que o governo Mulim é um fracasso. Está estampado nas ruas. Mas é difícil até para gonçalenses calcular com precisão o prejuízo que Mulim causou à cidade em 3 anos de governo. Sabemos que a falta de investimentos e o desperdício são gigantescos. Estimo em R$ 400 milhões. Ainda mais profundos, os danos causados pelo abandono da Educação e atraso cultural são incalculáveis.

(Foto: Jornal Extra)
São Gonçalo recebeu do Governo Federal mais de R$ 7 milhões para construção de dois Centros de Esporte e Lazer Unificados, um em Neves, outro no Colubandê. Nenhum foi construído. Um atentado contra a população, contra a juventude que abusa do álcool e das drogas como opções de lazer.

O contrato para a construção de uma policlínica no bairro Vila Três cobria gastos de R$ 4,8 milhões. As obras começaram há 5 anos, o prédio permanece inacabado e recentemente outro contrato foi firmado para conclusão, no valor de R$ 2,8 milhões. Outro desperdício de dinheiro da Saúde ocorre nos bairros Pacheco e Nova Cidade, onde foram gastos R$ 7,3 milhões na construção de duas UPAs que embora estejam prontas continuam fechadas.

Contratos de emergência milionários para coleta de lixo foram firmados, sem licitação, entre 2013 e 2015. Só no ano passado foram pagos à Marquise R$ 51,6 milhões pelo péssimo serviço prestado.

Na Educação roubos e superfaturamentos se tornaram frequentes, os bandidos perderam a vergonha. Ano passado, auditores do Tribunal de Contas do Estado analisaram contratos e concluíram que R$ 15 milhões foram pagos indevidamente à Home Bread, empresa que deveria fornecer regularmente merenda escolar. A farra no setor continua e o governo Mulim pagou recentemente R$ 10,00 por uma dúzia de ovos, encontrada a menos de R$ 4 nos supermercados. Estão metendo a mão no bolso do gonçalense, como fizeram através do programa de leitura Magia de Ler, outra aquisição sem licitação, imposta à classe educadora, mal planejada, e levaram mais R$ 12 milhões.

Até o fim de 2015, o rombo nas finanças municipais, resultado da má administração, estava avaliado em R$ 200 milhões (Jornal Daki). Se o prejuízo total que o governo Mulim causou fosse recuperado e distribuído para o povo gonçalense, que até 2010 ganhava em média R$ 669 por mês, cada cidadão teria 60% a mais no orçamento.   Nada mau em tempos de crise econômica.

Escrevo artigos de opinião com o intuito de transformar São Gonçalo, o Brasil e o Mundo em lugares socialmente mais justos, e humanos.
                     

terça-feira, 10 de maio de 2016

A família Ferreira da Silva


História gonçalense

A família Ferreira da Silva

 

                                    Texto de Jorge Cesar Pereira Nunes


       Uma das famílias naturais de São Gonçalo que se destacaram no cenário local e nacional nos séculos XIX e XX foi a Ferreira da Silva. Os chefes do clã eram José Ferreira da Silva (1805/1869) e dona Custódia da Cunha Ferreira da Silva (1811/13-11-1893), donos da fazenda Monte Formoso, em Cordeiros, e que ali fizeram vir ao mundo os filhos José Claro, Augusto Guanabara, Henrique Guatimozim, Belarmino, Brasília e América Brasília. José, pai, que chegou a tenente-coronel da Guarda Nacional e foi agraciado pelo imperador Pedro I com a medalha da Guerra da Independência (Bahia) e com o título de cavaleiro da Ordem de Cristo, por Pedro II, era conhecido como pândego por seus contemporâneos pelas grandes festas que realizava em sua propriedade, e era também grande orador, tendo sido um dos principais na homenagem póstuma à memória do coronel Antônio Vicente Gomes, em 5 de abril de 1864, ex-comandante do 2º batalhão da GN, de São Gonçalo. Em 24 de agosto de 1869, José faleceu e foi sepultado no Cemitério de Maruí, levando a viúva, cujos três filhos estavam na Guerra do Paraguai e ela só tinha a companhia de um filho e das duas filhas, a se mudar para o centro de Niterói. Dois anos depois, em 20 de dezembro de 1871, a Fazenda Monte Formoso era leiloada pela Justiça, para a partilha, entre os herdeiros, dos recursos financeiros daí resultantes. Porém, dona Custódia não gostava da “vidade grande” e por isso voltou para Cordeiros, instalando-se na Fazenda Restaurada, onde viria a falecer e ser sepultada no cemitério de Pachecos.


 

Imagem: José Claro Ferreira da Silva, óleo sobre tela, de Antônio Parreiras (1905), reprodução fotográfica de Helena Telles Barbosa.

 
As moças dedicaram-se às prendas domésticas. Brasília (?/05-07-1902) casou-se com o fazendeiro Pancrácio Frederico Carr Ribeiro (dono da Fazenda do Gambá, que deu origem ao atual bairro do Gambá; bacharel, vereador, juiz de paz, delegado de polícia, oficial da Guarda Nacional, cavaleiro da Ordem Imperial da Rosa e inspetor escolar provincial, falecido em 16 de julho de 1892). América Brasília (?/02-12-1914) consorciou-se com José Manuel Caetano da Silva e dele também enviuvou, não voltando a se casar.

         Os rapazes, no entanto, preferiram coisas mais movimentadas. Dos quatro, três alistaram-se como voluntários na Guerra do Paraguai e para as plagas do sul viajaram a fim de combater os vizinhos orientais que haviam invadido o território brasileiro. Apenas um, Belarmino, ficou aqui, para cuidar dos pais e das duas irmãs.  Os outros que foram combater os paraguaios seguiram carreira no Exército.

         Augusto Guanabara foi um deles. Nascido em 1849, formou-se em engenharia, fixou-se em Porto Alegre, onde trabalhou como engenheiro da Câmara Municipal, chegou a capitão de artilharia, tornou-se lente (professor de matemática) da filial da escola militar que ali existia, casou-se com Celina Nunes Pereira, filha do Barão de Santana do Livramento (Vasco Alves Pereira, 1819/1883) e de dona Rosa Nunes de Lima Miranda, e elegeu-se deputado provincial gaúcho. Porém, em fins de 1881, adoeceu e retornou para Niterói, onde os irmãos mais velhos residiam, e faleceu em 11 de janeiro de 1882, aos 31 anos de idade, sem deixar descendência, tendo sido sepultado no dia seguinte no Cemitério de Maruí. Poeta bissexto, Augusto teve um livro de poesias publicado “post mortem”.

         O outro foi Henrique Guatimozim. Nascido em 15 de outubro de 1851, comandou o batalhão “Boi de Botas”, em São Gabriel, RS, onde conheceu Olímpia Sara Abbot (Guatimozim Ferreira da Silva), casou com ela e gerou os filhos Gil, Diná, Maria Josefina e Henrique Carlos. Prosseguiu na carreira militar e chegou a marechal do Exército, patente com a qual faleceu em 1º de junho de 1931, na cidade do Rio de Janeiro.

         Na vida civil, mas com um pé na caserna, por meio da Guarda Nacional, em que chegou à patente de coronel, Belarmino nasceu em 26 de abril de 1844 na Fazenda Monte Formoso, em cuja capela foi batizado, tendo por padrinho o então futuro Barão de São Gonçalo. Casado com Maria Isabel de Almeida (e Silva), com ela teve 12 filhos, dos quais a ele sobreviveram Belarmino, Euclides, Rodolfo, Francisco e Antonieta (professora estadual em Pachecos). Eleito deputado provincial em duas legislaturas, pelo Partido Conservador, na década de 1870, recebeu elogio do governo imperial, em março de 1886, pelo zelo como funcionário da secretaria provincial de Justiça; nomeado em 27 de abril de 1889 comandante do 17º batalhão da reserva da Guarda Nacional em Niterói, assumiu o comando em 9 de maio seguinte; foi agraciado com a comenda de oficial da Ordem da Rosa pelo imperador Pedro II, no princípio de novembro de 1889; durante a Revolta da Armada (1893/1894), integrou a comissão de socorro às populações pobres de Niterói; ao comemorar bodas de prata, em 9 de fevereiro de 1898, o casal foi homenageado com o poema “Uma saudação”, de Alfredo Azamor; e foi declarado secretário perpétuo do Asilo de Santa Leopoldina, mantido pelos vicentinos niteroienses, por haver exercido aquele cargo nos últimos 24 anos de sua vida. Belarmino participou intensamente da campanha de arrecadação de recursos para a construção do mausoléu do cônego João Ferreira Goulart e foi o orador oficial em sua inauguração, no Cemitério de São Gonçalo, em 13 de novembro de 1904. Quase cinco anos depois, em 29 de outubro de 1909, o coronel Belarmino Ferreira da Silva faleceu e foi sepultado no cemitério de Maruí, em Niterói.

         O mais velho dos irmãos, José Claro Ferreira da Silva, nasceu em 12 de agosto de 1836 e, logo após completar 18 anos de idade, já era nomeado segundo tenente da 1ª companhia do Batalhão de Artilharia da Guarda Nacional, em São Gonçalo, conforme patente expedida em 19 de julho de 1855. Apresentando-se como voluntário para a Guerra do Paraguai, seguiu para a frente de batalha em 27 de fevereiro de 1865 e, depois de participar do cerco de Uruguaiana, RS, em 18 de setembro assistiu à rendição dos paraguaios, sendo-lhe conferida, dois dias depois, a medalha de prata pelo seu desempenho naquele episódio. Após fazer parte dos grupos de reconhecimento dos portos de Itapura e Candelária, combateu na vanguarda para a tomada de São Tomás, em 22 de fevereiro de 1866, o que lhe valeu elogios do tenente-general Manoel Marques de Souza (Conde de Porto Alegre, 1804/1875). Havendo combatido em Curuzu e Tapera, tais suas bravura e coragem ali demonstradas, José Claro foi agraciado com o título de cavaleiro da Ordem de Cristo, em 14 de março de 1867. Já capitão, em 12 de outubro do mesmo ano passou a comandar uma companhia de infantaria e nela integrou a primeira linha de atiradores, retirando-se apenas após o fim dos combates. Foi para o Chaco e participou das rendições de Humaitá e nas regiões alagadas de Surubibi, Piquiri, Porto Santa Teresa, Vileta, Porto de Santo Antônio e Angustura, onde assistiu à rendição das forças inimigas em 30 de dezembro de 1868. Seguiu para os combates de Piraju, Sapucaí, Barreiro Grande, Caraguataí, Vila Rica, São Joaquim e Vila do Rosário, tendo sido elogiado em ordens-do-dia do ministro da Guerra e em pronunciamentos na Câmara Legislativa Geral (hoje, Câmara Federal), durante o ano de 1869, em que se destacou no combate de 12 de agosto em Peribebui, onde, com o sargento Juvêncio Luiz Pacheco e o soldado Francisco Cristóvão Rogarells, invadiu uma trincheira inimiga, matou dois soldados paraguaios, tomou a bandeira e a entregou ao general comandante da divisão (tal bandeira ficou no museu da Polícia Militar do antigo Estado do Rio de Janeiro, até pelo menos 15 de março de 1975, quando ocorreu a fusão com o ex-Estado da Guanabara). Em 30 de maio de 1870, o imperador Pedro II concedeu-lhe as honras do posto de major do exército e o nomeou cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro. Em 1872, recebeu a Medalha Geral da Campanha do Paraguai em Ouro e as Medalhas de Honra conferidas pelos governos da Argentina e do Uruguai. Promovido a tenente-coronel e coronel, retornou ao Brasil e foi nomeado adjunto dos ajudantes da diretoria geral do Arsenal de Guerra, cargo que exerceu até fevereiro de 1873, quando passou à Intendência de Guerra, onde em abril se tornaria ajudante e, logo depois, diretor, posto exercido até janeiro de 1881.

         Já estabilizado por aqui, José Claro casou com Serafina Celeste Coelho Bastos da Silva (1857/31-01-1886), que lhe deu os filhos Serafina Celeste (falecida com 15 anos de idade, em 1901), Mário, João Brasílio e Ernesto. No mesmo ano de 1881, em janeiro, o imperador nomeou-o para a serventia vitalícia dos ofícios de 1º Tabelião do Público Judicial e Notas de Escrivão do Cível, Comércio, Crime, Execuções Cíveis e Comerciais e de oficial do Registro Geral de Hipotecas de Niterói, que assumiu em 7 de fevereiro, passando depois para igual cargo no 2º Ofício de Justiça, que exerceu até 1901, quando se afastou (abalado pela morte da filha) por motivo de doença. Sua morte ocorreu em 28 de agosto de 1908.

 
Jorge Cesar Pereira Nunes é Bacharel em Direito, Jornalista e Pesquisador da História de São Gonçalo.É, também, autor das seguintes obras:
A criação de municípios no Estado do Rio de Janeiro;
Chefes de Executivo e Vice-Prefeitos de São Gonçalo;
Dirigentes Gonçalenses - Perfis;
Crônicas Históricas Gonçalenses I e II.
 
 
Fontes: Almanaque Laemmert para 1859, província, p. 71.

             Atestado de óbito de José Ferreira da Silva, de 25-08-1869, arquivo da Câmara Municipal de Niterói.

             Relatório do Presidente da Província, Carlos Afonso de Assis Figueiredo, de 15-10-1889, p. 23.

             Correio Mercantil, 25-12-1848, p. 2.

             Echo da Nação, 12-04-1860, p. 2.

             A Pátria, 22-10-1859, p. 4; 07-04-1864, p. 2; e 18-03-1872, p. 2.

             Diário do Rio de Janeiro, 31-08-1869, p. 1.

              O Fluminense, 02-02, p. 2, e 06-02-1881, p. 2; 17-03-1886, p. 1; 02-01-1889, p. 2; 08-05-1889, p. 1; 06-11-1889, p. 1; 11-11-1894, p. 3; 08-02-1898, p. 2; 19-02-1898, p. 2; 14-11-1904, p. 1; 30-10-1909, p. 2; e 26-06-1944, p. 1 e 2.

             A Capital, 20-08-1908, p. 1.

             Jornal do Brasil, 13-12-1909, p. 4.

             O Imparcial, 03-12-1914, p. 7.

             Lúcia Regina Crisóstomo, descendente de José Claro Ferreira da Silva.

              Registro de óbito nº 267, de dona Custódia da Cunha Ferreira da Silva, no livro nº 2 de registro de óbitos do cartório do registro civil do segundo distrito de São Gonçalo, folhas 98 verso e 99.